Paris pode esperar? Sim, DEVE! Afinal quem consegue recusar uma boa garrafa de CONDRIEU? Certamente ANNE (DIANE LANE) não é capaz de fazê-lo, como vemos nesse novo filme que encanta os amantes da boa comida e das paisagens espetaculares do velho continente. PARIS PODE ESPERAR (PARIS CAN WAIT/BONJOUR ANNE) é a primeira aventura de ELEANOR COPPOLA na direção de uma obra de ficção. Até então ela era conhecida apenas por seus documentários e por ser a octogenária esposa do lendário FRANCIS FORD COPPOLA, aquele diretor do “Deixe a arma, leve os cannoli!” (ou se preferirem, o homem por trás da “trilogia do PODEROSO CHEFÃO”). É de conhecimento geral que Francis e Eleanor possuem renomadas vinícolas, e, que sua família está ligada ao vinho desde “sempre”, portanto, o mínimo que poderíamos esperar da película era uma bela homenagem à gastronomia francesa. Pois é EXATAMENTE isso que nos foi entregue. Se quiserem saber mais é só clicar abaixo e continuar lendo, mas aviso: “esse texto pode causar fome alheia”. Leia Mais

Quando falamos dos vinhos do BRASIL, logo nos vem à mente a imagem do RIO GRANDE DO SUL, pois indiscutivelmente a maioria dos grandes êxitos de nosso enologia veio de lá. CAXIAS DO SUL não lidera o ranking das regiões mais “badaladas” do estado, mas uma vinícola jovem comandada por gente com muita vontade, paixão e conhecimento está tentando mudar essa realidade (e está conseguindo – BRAVO!). Foi com muito prazer que pude entrevistar MARINA LIBARDI, uma das pessoas responsáveis pela bela e moderna QUINTA DON BONIFÁCIO. Em uma conversa séria, porém bastante informal, pude extrair algumas informações sobre essa promissora empreitada, e, claro, como não sou egoísta vou dividir com vocês, é só continuar lendo. Leia Mais

Noto cada vez mais como a maneira nipônica de se alimentar faz parte da vida brasileira. No estado de SÃO PAULO, o número de estabelecimentos especializados na cozinha japonesa se equivale ao de churrascarias ou restaurantes italianos, duas das grandes paixões paulistas. Mas o que nem todos sabem é que eles foram influenciados pelos portugueses à mesa. Na época das grandes navegações lusas, PORTUGAL foi o principal país ocidental com quem o JAPÃO teve contato cultural e comercial. Um dos pratos japoneses de maior sucesso no mundo – o TEMPURA – foi criado pelos lusitanos, na cidade de NAGASAKI, fundada por eles (poucas décadas depois do descobrimento do BRASIL, que se deu em 1500). Ela permanece até os dias de hoje, como um importante porto internacional, porém, infelizmente ficou famosa por ter sido alvo da explosão de uma das duas devastadoras bombas atômicas americanas, em evento que marcou o final da SEGUNDA GUERRA MUNDIAL (em 1945). Mas como devemos tentar ver sempre o lado positivo das coisas, alegro-me ao pensar que nasceu em um lugar tão bonito. O porto de Nagasaki possui tanta beleza natural, que o grande compositor italiano GIACOMO PUCCINI, ambientou nele sua ópera linda e imortal MADAME BUTTERFLY. Lembro-me, que após ter o prazer de assistí-la pela primeira vez – no belo teatro da cidade argentina de ROSÁRIO – saí procurando por um restaurante que servisse boa comida japonesa, estava no clima para ela, mas foi algo muito difícil de obter ali (seria mais fácil se quisesse um bom churrasco).

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Dia desses, em papo animado pelo duo “MACARRÃO & VINHO”, choquei amigos sulsancaetanenses, dizendo que nosso município já fora um bairro de minha natal SÃO PAULO. Os inflamados cidadãos que dividem comigo a urbe em que hoje moro e pela qual tenho profundo afeto (minha esposa nasceu nela), se ofenderam pela minha “ignorância”. Garantiram-me que “nós” ficamos independentes de SANTO ANDRÉ, em 1948, e ponto final. Nisso estavam certos, porém, para não estender mais a polêmica, eu, único “forasteiro” à mesa, calei-me urdindo minha futura “vingança” (que viria na forma dessa coluna de hoje). Quando a primeira leva de colonos italianos foi trazida para cá, pelos trilhos da SÃO PAULO RAILWAY (vivas ao BARÃO DE MAUÁ), em fins do século XIX, e, esses europeus plantaram em suas terras, dois dos maiores ícones gastronômicos (BATATA & UVA), o fizeram em solo municipal de São Paulo, que depois pertenceria à SÃO BERNARDO DO CAMPO (quando se desmembrasse da capital), e só mais tarde, integrariam Santo André, quando o mesmo se desligasse de São Bernardo.

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Os PORTUGUESES introduziram a vinicultura no BRASIL (ainda no século XVI) e as primeiras regiões escolhidas para esse cultivo se localizavam em SÃO PAULO. Sabiam que o bairro do TATUAPÉ era uma fazenda destinada à produção de vinhos? Infelizmente, lá não era um lugar apropriado para tal e as iniciativas foram logo abortadas. Séculos depois, imigrantes provenientes do arquipélago dos AÇORES, levaram as plantações de uva para as localidades da SERRA GAÚCHA, onde foram mais felizes nesse intento. Principalmente após a chegada de um grande número de ITALIANOS (por volta de 1870), trazendo na bagagem mudas de “vitis viníferas” (uvas próprias para elaborar vinhos), através do OCEANO ATLÂNTICO até o RIO GRANDE DO SUL. Ainda hoje o estado segue sendo a maior esperança de colocar nosso país no mapa mundial do vinho de maneira contundente. Fico contente em saber que a visão original de iniciar-se ali a produção, coube aos açorianos, conterrâneos de minha família materna. Mas decidi escrever sobre esse tema, pois muito tenho escutado sobre os vinhos feitos nos Açores, eles estão na “moda”. Conversando com GUILHERME CORRÊA, o melhor sommelier do BRASIL (para além disso, considero-o o maior nome da ENOGASTRONOMIA BRASILEIRA), que hoje esta a viver em LISBOA, pude ter uma visão mais ampla do atual cenário (“escutem-no” com atenção, meus caros): Leia Mais

No agora longínquo ano de 2010, preparei para o jornal GIRO ABC, de SÃO CAETANO DO SUL (SP), do grande jornalista DENIS STRIANI, uma coluna com o título “CANHÕES MAÇÔNICOS, FOGO!”. O fiz, pois havia recebido um e-mail  (agradeço aos que me escrevem) perguntando sobre a relação da MAÇONARIA com o vinho. Naquela época, o tema deu o que falar e eu fui parar até em programa de televisão. Nessa semana, quando me preparava para escrever a primeira coluna para esse blog, como em um distante DEJA VU (aquela sensação de que já vimos ou vivenciamos algo) recebi pergunta semelhante através de minhas mídias sociais, e, isso bastou para que eu decidisse iniciar essa jornada do BLOG VIA CIASCA, com uma releitura de meu antigo texto. Pois bem, vamos ao que interessa! Tenho dois conhecidos em PORTUGAL (ai, que saudades daquela boa terra) que fazem parte dessa irmandade tão em voga (desde sempre), portanto sei de alguns fatos e hábitos empregados por lá, mas embora tenha parentes que também são maçons no Brasil, ignoro os ritos e tradições das LOJAS locais. Penso que devam ser similares. Conto aqui pequenas curiosidades, baseado no que me foi relatado gentilmente por Henrique “QUINZINHO” Dias e Manoel “MANÉ” Couto, e, também naquilo que li em diversos textos e livros (sobretudo “LE VIGNES DE LA FRANC-MAÇONNERIE”, de MAGALI AIMÉ, que penso nunca haver sido publicado no Brasil).

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